Escudo Humano

[Ouvir Durante]

Ao acordar encontrei as velhas teias
De quem se dedicou a não viver
Cobrindo minhas mãos, pés. Entupindo minha boca.
Com a letargia que faz da morte um prazer

Acostumado as correntes e as grades
A mentira se tornou tentadora
E com olhos furados, evito o real
E me representa a moral

Que embriagada já, me faz cativo
Submisso ao sistema
Adorador da algema
Preso em mais um esquema

Que prometeu vida e entregou escravidão
E prostrados à televisão
Dançamos a valsa de poucos
E chamamos os mais sóbrios de loucos

Por tentarem mostrar a verdade
Que perdida entre túmulos
E enterrada por mortos
Se encontra em destroços

Então evito qualquer movimento
Escudo humano do estado
Refém do que por mim foi comprado
Televisão é o velho e o novo cajado

Morto ou vivo tanto faz.
Desde que seja alienado

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