Sagan

Eu não sou o início e não sou o fim.
Sou apenas um viajante perdido em algum ponto aleatório entre estes dois extremos.
Pisando sobre o mesmo solo pelos quais meus antepassados caminharam e me clareando com o mesmo sol que brilhará sobre todas as gerações que ainda estão por vir.
O mesmo sol que iluminou Buda e Bakunin, Hitler e Alckmin.
Mas não sou apenas um ser só, perdido em solidão no tempo/espaço. Sou produto do mesmo material cósmico, formador de todo o resto ao meu redor, vindo do centro da mesma estrela.
Da árvore que dá frutos até a erva daninha, do sereno da manhã até o tsunami que suga uma cidade por inteiro: Sou eu.
Do ditador até o revolucionário: Sou eu.
Somos todos feitos do mesmo material, divididos em ID’s e, por algum motivo, nos rebelando contra nós mesmos.
Assassinando animais, escravizando crianças, acimentando a vida que brota do chão: Nosso ódio é contra nós mesmos!
Nossas moradias egoístas e burocráticas significam desabrigo ao nosso próximo, que somos nós!
A mesma tecnologia que facilita a vida no ocidente, escraviza no oriente.
Somos um câncer, nos suicidando lentamente.
Somos um erro da natureza que, por nascer prematuramente, temos experiências antes de nosso desenvolvimento completo, criando inteligência: o fruto do conhecimento do bem e do mal.
Todo dia quando acordamos, como nossos antepassados, temos a chance de transformar o que nos circunda com esta inteligência. A semente da Paz e da Exploração.
Construindo ou Destruindo: Nossas mãos destilam, modelam e nos entregam um futuro moldado pela inteligência.
Alimentando o que nos mata, ou o deixando morrer de inanição.
Somos uma grande moeda: Temos duas faces, próximas uma da outra, feitas do mesmo material e criadas a partir da mesma fundição, mas com as mesmas faces de costas uma para outra, sem enxergar e muitas vezes, sem nem saber da existência desta outra face.
Mas ela faz parte de nós! Ela é moldada por nós e nos molda. Ela SOMOS nós.
Sem um delicado equilíbrio, esta moeda sempre vai cair, aliviando um lado e esmagando outro. Dividido e “Uno” ao mesmo tempo.
Ao mesmo tempo que destruímos um lado, somos também destruídos.
Até o molotov contra a exploração no oriente médio também leva gasolina da Shell, exploradora do oriente médio! (Não que isso justifique o fim dos molotovs!).
E para uma revolução COMPLETA, a destruição não pode ser nem o começo!
Precisamos nos desconstruir, deixando os velhos padrões e valores deste sistema antiquado.
Não se engane! O sistema que habita nosso mundo e nossos corpos só cairá através da inanição(Não confunda com uma atitude passiva), não tendo mais nossas atitudes egoístas e nossas posses para se alimentar!
Para se existir vencedores, são necessários perdedores. Não jogue! Apenas viva!
Todo este apego e toda esta posse(sobre objetos e pessoas) só nos cega, nos faz esquecer que não temos nada e nos impede de nos entregarmos profundamente a força e beleza da vida, deixando apenas o mundo fluir através de nós, moldando nossa história. Sem medo! Pois afinal, o mundo e o próximo nada mais são que uma extensão de mim mesmo, esperando para serem reconectados!
Este perfeito equilíbrio só pode vir através de nós mesmos, quebrando cadeias de hierarquia(não importando nossas posições nestas) e vencendo guerras internas e externas através do silêncio que nos liberta e nos permite libertar. Onde nós somos o aluno e o professor, o guru e o aprendiz.
Onde nós somos nossos próprios e únicos mestres!

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